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A Receita Federal divulgou nesta quinta-feira (9) os resultados da fiscalização tributária de 2025. O órgão lançou R$ 233 bilhões em autuações contra empresas que não pagaram impostos corretamente e cobrou R$ 5,2 bilhões de pessoas físicas por irregularidades no Imposto de Renda. Os valores, porém, não entram imediatamente nos cofres públicos, já que a maioria das cobranças é contestada na Justiça — historicamente, apenas 5% é arrecadado no mesmo ano.
O foco da fiscalização são as grandes empresas do país. São aproximadamente 9.200 companhias de grande porte que, juntas, respondem por quase 60% de toda a arrecadação de tributos do Brasil. Em 2025, houve aumento da autorregularização, quando empresas recebem notificações e corrigem os problemas voluntariamente, evitando multas mais pesadas.
No caso das pessoas físicas, 2,4 milhões de contribuintes se autorregularizaram e pagaram R$ 2,6 bilhões após identificarem erros em suas declarações. Outras 600 mil pessoas não corrigiram as irregularidades mesmo após serem notificadas e foram autuadas em R$ 2,6 bilhões, com multas que podem chegar a 75% do valor devido.
A Receita utiliza supercomputadores e inteligência artificial para descobrir quem sonega. São mais de 160 filtros que cruzam informações de bancos, operadoras de cartão, cartórios, empregadores e planos de saúde. O Fisco monitora movimentações via PIX, compras no cartão de crédito e débito acima de R$ 2 mil mensais, além de patrimônio como imóveis, veículos e investimentos.
Para melhorar o relacionamento com os contribuintes, o governo lançou dois programas. O Confia é voltado para grandes empresas que queiram resolver divergências com o Fisco sem multas, através de acordos. Já o Sintonia premia todas as empresas que pagam impostos corretamente com bônus de 1% a 3% em determinados tributos.
A orientação da Receita é que os contribuintes declarem todos os rendimentos, guardem comprovantes de despesas e corrijam erros o mais rápido possível. Quem é pego sonegando pode enfrentar multas pesadas, bloqueio do CPF e, em casos de fraude, até processo criminal.