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O presidente Lula indicou o advogado Jorge Messias para ocupar uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a aprovação do nome enfrenta dificuldades no Senado. Para virar ministro, Messias precisa ser aprovado pela maioria dos senadores em votação no plenário. A vaga está aberta desde outubro do ano passado, quando o ministro Luís Roberto Barroso se aposentou.
Dentro do STF, ministros trabalham nos bastidores para garantir a aprovação de Messias. A preocupação é que, se a votação demorar até as eleições de 2026 e outro presidente for eleito, será ele quem escolherá o novo ministro. Além disso, manter uma cadeira vazia enfraquece o tribunal em um momento de tensão política.
No Senado, porém, o cenário é complicado para o governo. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), conversou com Lula por telefone, mas não prometeu apoio. Sua postura foi descrita como “lavar as mãos”: não vai ajudar, mas também não vai atrapalhar a votação.
A oposição, por sua vez, está organizada e vê na indicação uma oportunidade de impor uma derrota ao governo com grande repercussão nas eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é apontado como um dos principais articuladores contra a aprovação de Messias. Aliados de Alcolumbre avaliam que o governo pode ter errado o momento da indicação, colocando o STF no centro do debate político em um período de alta tensão no país.