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Moraes nega ter usado jatos de dono do Banco Master; Folha de São Paulo aponta ao menos oito voos - Blog do Irmão Francisco


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Moraes nega ter usado jatos de dono do Banco Master; Folha de São Paulo aponta ao menos oito voos

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é acusado de ter viajado ao menos oito vezes em jatos executivos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, entre maio e outubro de 2025. A reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (31), baseia-se em registros da Anac e do Registro Aeronáutico Brasileiro. Sete voos teriam ocorrido em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo da qual Vorcaro era sócio, e um oitavo em jato da FSW SPE, cujo sócio, o pastor Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro —, foi preso pela Polícia Federal nas investigações do caso Master.

O caso ganha contornos mais delicados porque o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, manteve com o Banco Master um contrato firmado em fevereiro de 2024 que previa pagamento mensal de 3,6 milhões,  129 milhões. O acordo foi encerrado em novembro de 2025, após a liquidação do banco pelo Banco Central. O escritório alega que os valores eram pagos mediante compensação de honorários advocatícios, nos termos do contrato.

O gabinete de Moraes no STF classificou as informações como “absolutamente falsas”, afirmando que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro” ou de Fabiano Zettel, “a quem nem conhece”. O escritório Barci de Moraes confirmou que contrata serviços de táxi aéreo de diversas empresas, entre elas a Prime Aviation, mas negou que qualquer voo tenha contado com a presença de Vorcaro ou Zettel.

Fabiano Zettel, preso no âmbito das investigações do caso Master — que tramita no STF sob relatoria do ministro André Mendonça —, negocia acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, o que pode ampliar o alcance das apurações sobre o banco.

A Prime You não divulgou dados sobre os usuários de suas aeronaves, alegando confidencialidade e proteção de dados. A defesa de Vorcaro ressaltou que ele foi sócio da empresa por apenas quatro dos 18 anos de atuação dela no mercado e que não é mais acionista.

Segundo os documentos, o primeiro voo identificado ocorreu em 16 de maio de 2025, e o último em 16 de outubro, quando a aeronave decolou de Brasília com destino ao aeroporto de Catarina, em São Paulo.

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