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EUA avançam em classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas e ampliar combate ao crime organizado brasileiro

Os Estados Unidos estão avaliando colocar as duas maiores facções criminosas do Brasil — o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — na lista oficial de organizações terroristas do país. A informação foi publicada nesta sexta-feira (27) pelo jornal The New York Times, com base em fontes do governo americano. Segundo a reportagem, a discussão ganhou força após filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro levarem o tema a integrantes do governo de Donald Trump nas últimas semanas.

A medida, se confirmada, representaria um endurecimento no combate às organizações criminosas brasileiras em nível internacional. Quando os EUA classificam um grupo como terrorista, ele passa a sofrer sanções econômicas pesadas: bancos, empresas e pessoas em qualquer lugar do mundo ficam proibidos de fazer negócios com a organização, dificultando a lavagem de dinheiro e operações financeiras das facções.

Trump tem usado essa estratégia contra cartéis mexicanos e outros grupos criminosos da América Latina. No caso da Venezuela, a classificação serviu de base para a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. A inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista colocaria as facções brasileiras no mesmo patamar de organizações criminosas consideradas ameaças globais.

Oficialmente, o governo dos EUA não confirmou a informação. A Casa Branca costuma justificar a classificação de terrorismo alegando que os grupos representam risco à segurança interna americana, argumento usado principalmente contra cartéis mexicanos que operam na fronteira. No caso das facções brasileiras, que atuam principalmente no Brasil e em países vizinhos, a justificativa seria o alcance internacional das operações de tráfico de drogas.

O governo brasileiro já se manifestou sobre o tema. No início do mês, durante reunião de líderes latino-americanos, o secretário de Estado Marco Rubio comunicou ao chanceler brasileiro Mauro Vieira que Washington estudava incluir as facções na lista. O Brasil, no entanto, indicou preferir tratar o assunto por meio de cooperação bilateral entre os dois países.

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