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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora significativa em seu quadro de saúde e pode receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas. O boletim médico divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Hospital DF Star, em Brasília, aponta que o paciente está clinicamente estável, com evolução favorável e sem intercorrências. Bolsonaro segue recebendo antibióticos na veia, suporte intensivo e fisioterapia respiratória e motora.
O ex-presidente foi internado no dia 13 de março após passar mal na Papudinha, penitenciária onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. O diagnóstico apontou pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração — condição em que líquidos ou alimentos vão para os pulmões em vez do estômago, provocando infecção. A possível alta da UTI não significa que ele deixará o hospital, apenas que não precisará mais de cuidados intensivos.
Enquanto Bolsonaro se recupera, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. O documento foi elaborado pelo procurador-geral Paulo Gonet e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes. A prisão domiciliar permitiria que Bolsonaro cumprisse a pena em sua residência, com monitoramento eletrônico, em vez de permanecer na penitenciária.
No parecer, Gonet argumentou que o estado de saúde de Bolsonaro exige cuidados constantes que o sistema prisional não consegue oferecer adequadamente. O procurador destacou que as comorbidades do ex-presidente o expõem a risco iminente de novos episódios de mal-estar. “O ambiente familiar está mais apto para propiciar a atenção necessária do que o sistema prisional em vigor”, afirmou no documento.
A manifestação da PGR também reforça que o Estado tem o dever constitucional de preservar a integridade física e moral das pessoas sob sua custódia. Gonet citou precedentes do próprio STF em que a prisão domiciliar foi concedida em circunstâncias semelhantes, quando o estado de saúde do preso exigia acompanhamento especial que a prisão comum não poderia garantir.
A decisão final sobre o pedido de prisão domiciliar cabe exclusivamente ao ministro Alexandre de Moraes. O parecer favorável da PGR é um elemento importante na análise, mas não garante que a solicitação será aceita. Enquanto isso, a equipe médica de Bolsonaro segue acompanhando sua recuperação e deve divulgar novos boletins sobre a evolução do quadro de saúde nos próximos dias.