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A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio está provocando efeitos diretos na economia brasileira. O Irã fechou o Estreito de Ormuz, passagem marítima por onde circulam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Com a oferta reduzida, o preço do barril disparou de 60 dólares no fim de 2025 para 115 dólares nesta semana, quase dobrando de valor.
O impacto mais imediato aparece nos postos de combustíveis. Em apenas uma semana, o preço médio do litro do diesel no Brasil subiu mais de 11%, passando de 6,08 reais para 6,80 reais. Como o diesel é o combustível que move os caminhões responsáveis por transportar praticamente tudo no país, o aumento do frete deve ser repassado para o preço de alimentos, roupas, remédios e diversos outros produtos nas próximas semanas.
O dólar também subiu com a crise, chegando a R$ 5,26 — alta de 2,5% desde o início do conflito. Quando a moeda americana se valoriza, produtos importados ficam mais caros, assim como itens brasileiros que têm preços definidos pelo mercado internacional, como combustíveis e commodities agrícolas. Segundo economistas, os efeitos completos sobre a inflação devem aparecer ao longo dos próximos seis meses.
O governo federal anunciou medidas para tentar conter o impacto, como redução de impostos federais sobre o diesel e subsídios para produtores de combustíveis. O presidente Lula também pediu aos governadores que reduzam o ICMS sobre combustíveis, oferecendo pagar metade das perdas que os estados teriam. A decisão dos governadores deve sair até o dia 28 de março.
O Banco Central cortou a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano nesta semana, mas avisou que não garante novas reduções por causa da incerteza provocada pela guerra. Se a inflação subir muito, os juros podem parar de cair ou até voltar a subir, encarecendo empréstimos e financiamentos para famílias e empresas.
Países europeus e o Japão divulgaram um comunicado dizendo que estão “prontos” para ajudar a liberar o Estreito de Ormuz, mas não especificaram que tipo de ajuda ofereceriam. Enquanto o conflito continuar e a passagem marítima permanecer bloqueada, a tendência é que os preços de combustíveis e produtos sigam pressionados no Brasil e no mundo.