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A CPMI do INSS, que investiga um esquema de desvio de bilhões de reais de aposentados e pensionistas brasileiros, corre o risco de ser encerrada antes de concluir seus trabalhos. O prazo de funcionamento da comissão termina no dia 28 de março, e apesar de 175 deputados e 29 senadores terem assinado o pedido de prorrogação, o documento está parado na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que até agora não tomou nenhuma providência.
Nos bastidores do Congresso, parlamentares do PT e de partidos do Centrão estariam atuando para convencer colegas a retirar suas assinaturas do pedido de prorrogação. O objetivo seria inviabilizar a continuidade da investigação antes que novas revelações venham à tona.
A movimentação para encerrar a CPMI acontece justamente em seu momento mais crítico. A comissão conseguiu acessar documentos sigilosos do empresário Vorcaro, figura central do esquema, e passou a investigar possíveis ligações de Lulinha, filho do presidente Lula, com o caso. Além disso, um informante pediu proteção por temer pela própria vida, e um celular apreendido ainda não foi totalmente analisado.
Os interesses para acabar com a investigação são distintos, mas convergentes. O PT estaria preocupado com as apurações envolvendo o filho do presidente, enquanto o Centrão temeria revelações sobre uso de aeronaves por políticos e doações ilegais de campanha que podem surgir das conversas de Vorcaro.
Diante dessa articulação, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, ingressou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para garantir que os trabalhos não sejam interrompidos por manobras políticas.
A decisão agora está nas mãos do STF, que deverá avaliar se uma investigação com amplo apoio parlamentar pode ser sepultada pelo silêncio de Alcolumbre e pela pressão de grupos interessados em abafar o escândalo que lesou milhões de brasileiros vulneráveis.