Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Mais de 100 trabalhadores de Timon são resgatados de condições de escravidão em fazenda de Santa Catarina - Blog do Irmão Francisco


No comando: THE GOSPEL VIBE

Das 07:00 às

No comando: MELODIA DA ALMA

Das 08:00 às

No comando: LOUVOR ARRETADO

Das 09:00 às

No comando: Irmão_Cast

Das 12:00 às 13:00

No comando: CONEXÃO CELESTIAL

Das 14:00 às

No comando: PONTO FINAL

Das 18:00 às 19:00

No comando: ENTRE HINOS E LOUVORES

Das 19:00 às

Mais de 100 trabalhadores de Timon são resgatados de condições de escravidão em fazenda de Santa Catarina

Mais de 100 trabalhadores que saíram de Timon em busca de emprego na colheita de maçã em Santa Catarina foram resgatados após serem encontrados em condições consideradas análogas à escravidão. Eles estavam trabalhando em uma fazenda próxima à cidade de Monte Carlo, no interior catarinense. Na manhã desta sexta-feira (27), a Prefeitura de Timon organizou um mutirão de atendimento para acolher os trabalhadores que retornaram ao município.

Quando se fala em trabalho análogo à escravidão, significa que as pessoas estavam sendo submetidas a condições de trabalho desumanas e ilegais. Isso inclui situações como alojamentos sem condições mínimas de higiene, alimentação inadequada, jornadas exaustivas, retenção de documentos ou impedimento de deixar o local de trabalho. Mesmo sem correntes ou prisões físicas, essas práticas são consideradas uma forma moderna de escravidão e são crime no Brasil.

Os trabalhadores contaram que foram atraídos pela promessa de ganhar cerca de R$ 4 mil por mês, com direito a moradia e alimentação gratuitas. A proposta parecia uma boa oportunidade de emprego, especialmente para pessoas que buscavam melhorar de vida. No entanto, ao chegarem à fazenda em Santa Catarina, a realidade era completamente diferente do que foi prometido.

Segundo os relatos, os alojamentos onde os trabalhadores dormiam estavam em péssimas condições. A comida servida estava estragada, o que fez com que muitos passassem mal e tivessem intoxicação alimentar. Quando alguns trabalhadores pediram para voltar para casa após ficarem doentes, foram informados de que só poderiam ir embora se assinassem um documento abrindo mão do emprego. Ao final, receberam apenas R$ 300 para pagar a viagem de volta, muito menos do que teriam direito.

A Prefeitura de Timon montou um ponto de apoio no Ginásio Francisco Carlos Jansen, localizado no bairro Parque Piauí. No local, equipes das secretarias de Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos estão oferecendo atendimento médico, acompanhamento psicológico, orientação sobre direitos trabalhistas e ajuda para regularizar documentos. A Prefeitura também informou que está disponível para atender trabalhadores que conseguiram voltar por conta própria antes do resgate oficial.

A Procuradoria Geral do Município informou que vai acionar os órgãos responsáveis para abrir uma investigação sobre o caso. O objetivo é apurar o que aconteceu e responsabilizar criminalmente as pessoas ou empresas envolvidas na exploração dos trabalhadores de Timon.

[Fotos: Prefeitura de Timon (Leonardo Rocha/SECOM)].

Deixe seu comentário: