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O número de consumidores e empresas que estão atrasando o pagamento de empréstimos bancários aumentou e chegou ao maior nível em quase oito anos. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Banco Central, a inadimplência atingiu 5,5% em janeiro. Esse índice mostra o percentual de pessoas e empresas que estão com parcelas de empréstimos em atraso.
A inadimplência acontece quando alguém pega dinheiro emprestado no banco e não consegue pagar as parcelas na data combinada. Quando muitas pessoas atrasam suas dívidas ao mesmo tempo, o índice de inadimplência sobe. Isso pode ser um sinal de que a população está com dificuldade financeira para arcar com seus compromissos.
O principal motivo para esse aumento é a taxa de juros elevada no país. Atualmente, a taxa básica de juros, chamada Selic, está em 15% ao ano, o maior patamar em quase vinte anos. Quando a Selic está alta, os bancos também cobram juros mais altos nos empréstimos e financiamentos. Com isso, as parcelas ficam mais caras e muitas pessoas não conseguem pagar em dia.
Os dados do Banco Central também mostram que os bancos estão emprestando menos dinheiro. Em janeiro, a concessão de novos empréstimos caiu 18,9% em comparação com dezembro. Isso significa que está mais difícil conseguir crédito. Além disso, quem consegue pegar empréstimo está pagando juros médios de 47,8% ao ano, taxa considerada muito alta.
A boa notícia é que esse cenário pode começar a mudar em breve. O Banco Central sinalizou que pode começar a reduzir a taxa Selic a partir de março, já que a economia está dando sinais de desaceleração. Se os juros caírem, as parcelas de empréstimos tendem a ficar mais baratas, facilitando o pagamento das dívidas.
Com juros menores, a expectativa é que mais pessoas consigam pagar suas contas em dia, reduzindo a inadimplência. Além disso, o crédito pode ficar mais acessível, permitindo que consumidores e empresas voltem a fazer compras e investimentos, o que ajuda a movimentar a economia do país.