
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

O mercado de imóveis no Brasil teve o melhor ano de sua história em 2025. Mesmo com os juros altos, que encarecem os financiamentos, as construtoras lançaram mais empreendimentos e os brasileiros continuaram comprando casas e apartamentos em ritmo acelerado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), entidade que representa o setor.
Ao longo do ano, foram colocadas à venda 453.005 unidades residenciais, entre casas e apartamentos. Esse número representa um crescimento de 10,6% em relação ao ano anterior. Já as vendas totalizaram 426.260 unidades, uma alta de 5,4%. Para se ter uma ideia do volume, isso significa que, em média, 1.215 imóveis novos foram vendidos por dia no Brasil.
O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi o grande motor desse crescimento. O programa do governo federal oferece condições especiais de financiamento para famílias de baixa e média renda comprarem a casa própria, com juros menores e prazos mais longos para pagamento. Em 2025, o MCMV respondeu por mais da metade dos lançamentos de imóveis no país.
Os números do programa impressionam. Durante o ano, foram lançadas 224.842 unidades pelo Minha Casa, Minha Vida, um crescimento de 13,5% em relação a 2024. As vendas somaram 196.876 unidades, avanço de 15,9%. Esse desempenho foi possível graças aos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que atingiram R$ 142,3 bilhões em 2025, o maior patamar histórico.
Pesquisa da CBIC mostrou que metade dos brasileiros entrevistados pretende comprar um imóvel nos próximos dois anos. O tipo mais desejado é apartamento, seguido por casa em rua. Entre os principais motivos para a compra estão sair do aluguel, buscar mais espaço e deixar a casa dos pais.
As expectativas para 2026 são positivas. Especialistas acreditam que os juros devem começar a cair a partir de março, tornando os financiamentos mais acessíveis. Além disso, o governo federal estabeleceu a meta de contratar 3 milhões de unidades pelo Minha Casa, Minha Vida até o fim do ano, garantindo a continuidade dos investimentos no setor habitacional.