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O ex-diretor de Riscos e Compliance do Banco Master, Luiz Antonio Bull, afirmou em depoimento à Polícia Federal que não exercia, na prática, a função de fiscalização dentro da instituição. Segundo a investigação, ele declarou que chegou a assinar documentos sem fazer a leitura prévia, apesar de ocupar oficialmente o cargo responsável por garantir o cumprimento de normas e prevenir irregularidades.
O depoimento foi prestado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. A suspeita é que tenham sido criadas carteiras de crédito sem garantia real — conhecidas como “sem lastro” — para aumentar artificialmente o valor do banco no mercado.
De acordo com Bull, o setor de compliance era dividido entre funcionários do próprio banco e um escritório de advocacia contratado. Ele afirmou que não tinha formação específica na área e que, embora integrasse a diretoria, não participava das decisões estratégicas nem tinha conhecimento detalhado sobre eventuais problemas internos.
As investigações indicam que as supostas irregularidades poderiam ter como objetivo facilitar uma negociação com o Banco de Brasília (BRB). Os valores sob análise podem chegar a R$ 12 bilhões, e parte dos bens ligados ao caso já foi bloqueada por decisão judicial.
No mesmo inquérito, o ex-diretor de Finanças do BRB, Dário Oswaldo Garcia Jr., afirmou à Polícia Federal que não tinha conhecimento aprofundado sobre a compra das carteiras de crédito do Master. Após o escândalo, o banco público promoveu mudanças em sua diretoria.
Entre as consequências da operação está a prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que atualmente cumpre prisão domiciliar. O Banco Central também decretou a liquidação extrajudicial da instituição, medida aplicada quando um banco não tem condições de manter suas atividades normalmente.
