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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele cumpra pena em prisão domiciliar por motivos de saúde. Os advogados afirmam que o estado clínico do ex-presidente exige cuidados contínuos que, segundo eles, não podem ser plenamente garantidos no sistema prisional.
No pedido, a defesa sustenta que Bolsonaro sofre de múltiplos problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, respiratórias e sequelas de cirurgias abdominais. Também destaca a necessidade de acompanhamento médico frequente, dieta específica e uso constante de aparelho para tratar apneia do sono.
A solicitação foi reforçada após laudo da Polícia Federal apontar que a unidade prisional possui estrutura adequada para atendê-lo. Mesmo assim, os advogados contestam a conclusão e argumentam que o ambiente carcerário, por suas limitações, aumenta os riscos clínicos.
Segundo a defesa, a presença de equipe médica e de uma UTI móvel nas proximidades do presídio demonstra que o quadro de saúde inspira cuidados especiais. Para os advogados, a permanência na prisão pode comprometer a continuidade do tratamento.
Caso o pedido principal seja negado, os advogados solicitam medidas adicionais, como monitoramento médico permanente, garantia de exames periódicos e adaptações na rotina de fisioterapia e alimentação.
A defesa também cita como precedente o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve prisão domiciliar por questões de saúde. A decisão agora caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que analisará os argumentos apresentados.