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Há exatamente um mês, a Venezuela vive uma realidade política inédita: Nicolás Maduro não ocupa mais o Palácio de Miraflores. Em uma operação militar liderada pelos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro, o presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para os Estados Unidos para enfrentar acusações — marcando o fim de mais de duas décadas de chavismo no comando do país.
No lugar de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo como líder interina. Embora formalmente esteja no poder, sua gestão tem sido descrita por especialistas como uma “estabilidade tutelada”, já que ela tem buscado alinhar o governo às demandas internacionais, especialmente de Washington, enquanto tenta manter elementos da ideologia chavista.
Uma das principais mudanças no primeiro mês foi a aceleração de reformas no setor petrolífero. Uma nova lei aprovada recentemente flexibiliza a participação privada no setor — revogando normas estatistas vigentes desde meados do século passado — e abre espaço para empresas estrangeiras operarem de forma mais independente na Venezuela, numa tentativa de atrair investimentos e revitalizar a economia.
No campo social, a administração de Rodríguez apresentou uma proposta de lei de anistia geral para presos políticos, que ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento. A medida já resultou na libertação de centenas de detentos, incluindo jornalistas e opositores, embora grupos de direitos humanos alertem para a necessidade de garantias de justiça e não apenas perdão político.
Apesar das transformações, o clima político no país segue tenso. Milhares de apoiadores do chavismo saíram às ruas em Caracas nesta semana para pedir a libertação de Maduro e de sua esposa, enquanto opositores continuam pressionando por mudanças mais profundas no sistema político.
No aspecto econômico, há sinais de movimento em diferentes frentes. A remoção de barreiras ao setor petrolífero pode aumentar exportações e investimentos, numa tentativa de estabilizar as finanças venezuelanas, historicamente fragilizadas por anos de má gestão e sanções internacionais. Ainda assim, analistas alertam que o país enfrenta desafios significativos antes que se veja uma recuperação sustentável.