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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) identificou fraudes cometidas pela empresa Provider Soluções Tecnológicas Ltda., uma das responsáveis pela operação da Central de Atendimento 135. Segundo o órgão, a empresa manipulava dados sobre a qualidade do atendimento para esconder falhas e evitar multas previstas em contrato.
A Central 135 é o principal canal de comunicação entre o INSS e os segurados, sendo utilizada para agendamentos, informações sobre benefícios e esclarecimento de dúvidas. Para avaliar o serviço, o Instituto acompanha indicadores como tempo de espera e resolução das demandas apresentadas pelos usuários.
A investigação começou após uma denúncia feita na plataforma Fala.BR, canal oficial de ouvidoria do Governo Federal. Após fiscalização realizada no local, o INSS confirmou que os dados enviados pela empresa não refletiam a realidade do atendimento prestado à população.
Como punição, a Provider foi suspensa de participar de novas licitações do INSS por dois anos, recebeu multa de R$ 57.214,50 e foi obrigada a devolver cerca de R$ 1,1 milhão pagos entre 2024 e 2025. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (29), e a empresa ainda pode recorrer.
Apesar de ter vencido uma nova licitação recentemente, o INSS decidiu não assinar o contrato devido às irregularidades já identificadas. O órgão agora analisa a possibilidade de convocar a segunda colocada no processo licitatório para garantir a continuidade do serviço.
Além das sanções contratuais, o INSS abriu um novo processo com base na Lei Anticorrupção, que pode resultar em punições mais severas, como a proibição da empresa de contratar com qualquer órgão público. A apuração tem prazo de 180 dias, e a Controladoria-Geral da União avalia a abertura de auditoria sobre o caso.