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As empresas estatais federais acumularam um déficit de R$ 6,35 bilhões de janeiro a outubro de 2025, segundo o Banco Central. O resultado já se aproxima do rombo registrado em todo o ano passado, o pior da série histórica iniciada em 2002. O levantamento não inclui Petrobras, Eletrobras e bancos públicos.
O desempenho negativo é puxado principalmente pelos Correios, que enfrentam grave crise fiscal. A estatal registrou prejuízo superior a R$ 4 bilhões no primeiro semestre e pode encerrar o ano com déficit de até R$ 10 bilhões. A empresa aprovou um plano de reestruturação que prevê captação de R$ 20 bilhões para garantir liquidez.
A Eletronuclear também pressiona as contas e solicitou aporte de R$ 1,4 bilhão ao Tesouro para manter suas operações, incluindo a estrutura de Angra 3, parada há uma década. Estudos do BNDES apontam que concluir a usina custaria cerca de R$ 24 bilhões.
Apesar do rombo fiscal, o Ministério da Gestão afirma que a maioria das estatais registra lucro operacional e que parte do déficit decorre de investimentos e pagamento de dividendos. Segundo a pasta, 39 das 44 empresas federais tiveram faturamento de R$ 655,3 bilhões no primeiro semestre e lucro acumulado de R$ 92,4 bilhões.