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A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (13) indica que a oposição cresce quando tem vários candidatos no 1º turno, enquanto Lula perde vantagem em praticamente todos os cenários analisados. Segundo o diretor do instituto, Felipe Nunes, a fragmentação — antes vista como um problema — pode ser a melhor estratégia para levar a disputa ao 2º turno.
Nos cenários em que a oposição aparece com vários nomes, a soma dos votos supera com folga Lula:
Cenário 1: Oposição 50% x 31% Lula
Cenário 2: Oposição 48% x 31% Lula
Cenário 4: Oposição 46% x 32% Lula
Nunes resume:
“Os dados são claros: quanto mais candidatos, mais competitiva fica a oposição.”
Quando a oposição se concentra em um ou dois nomes, a soma das intenções de voto cai e Lula volta a liderar com margem suficiente para vencer no 1º turno.
Exemplo citado pela Quaest:
Tarcísio (21%) + Caiado (7%) + Renan (3%) = 31%
Lula: 39%
Nesse cenário, o presidente venceria no 1º turno.
A pesquisa avaliou 10 combinações diferentes e o comportamento se manteve:
Contra Bolsonaro, Ratinho Jr., Ciro, Zema, Caiado e Renan, Lula tem 32% e a oposição soma 50%.
Contra Michelle Bolsonaro e outros cinco nomes, Lula tem 31% e a oposição chega a 48%.
Quando restam apenas Tarcísio e Eduardo Bolsonaro, Lula empata com a soma dos adversários (38% x 38%).
Em cenários com oposição mais enxuta, Lula chega a 39%, enquanto os adversários ficam entre 31% e 35%.
A Quaest afirma que a fragmentação divide o foco das campanhas, multiplica críticas ao governo e reduz a chance de Lula vencer rapidamente.
Sem essa divisão, diz Nunes, Lula “leva vantagem” caso a eleição fosse hoje.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre 6 e 9 de novembro e tem margem de erro de 2 pontos.