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Lamentável: Censo mostra que mais de 34 mil crianças vivem em uniões conjugais no Brasil - Blog do Irmão Francisco


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Lamentável: Censo mostra que mais de 34 mil crianças vivem em uniões conjugais no Brasil

Os dados mais recentes do Censo 2022, divulgados nesta quarta-feira (5) pelo IBGE, revelam uma realidade que causa profunda indignação: mais de 34 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos vivem em uniões conjugais no Brasil. Quase 80% dessas crianças são meninas — um dado que expõe, mais uma vez, a desigualdade e a vulnerabilidade da infância brasileira.

Embora o IBGE ressalte que os números refletem declarações espontâneas dos moradores e não configuram registros legais de casamento, o fato de milhares de crianças se declararem “casadas” ou “em união” evidencia o quanto o país ainda convive com práticas incompatíveis com os direitos humanos e com a proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A legislação brasileira proíbe o casamento civil de menores de 16 anos, exceto em casos excepcionais com autorização judicial. Mesmo assim, os dados mostram que 7% dessas crianças afirmaram estar casadas no civil e religioso; 4,9% apenas no civil; e 1,5% só no religioso. A maioria (87%) vive em uniões informais e consensuais, um eufemismo para relações que, na prática, configuram casamentos infantis — e muitas vezes, situações de abuso e violação de direitos.

O retrato do Censo é duro: a maior parte dessas uniões ocorre entre crianças pardas (20,4 mil), seguidas por brancas (10 mil) e pretas (3,2 mil). Os estados com mais casos são São Paulo, Bahia, Pará, Maranhão e Ceará, o que mostra que o problema atravessa regiões, culturas e realidades socioeconômicas.

Apesar de o IBGE justificar que o objetivo é “retratar o país como ele é”, a constatação de que milhares de meninas brasileiras ainda vivem como esposas antes mesmo de completarem o ensino fundamental revela falhas profundas nas políticas de proteção, educação e conscientização.

Esses números não são apenas estatísticas — são vidas interrompidas, infâncias roubadas e futuros comprometidos. O país que deveria proteger suas crianças ainda permite que elas cresçam sob o peso de uma cultura que naturaliza o inaceitável.

Mais do que um dado demográfico, o Censo de 2022 lança um alerta urgente: o Brasil precisa agir para erradicar o casamento infantil e garantir que toda criança tenha direito a ser apenas o que é — criança.

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