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A Câmara dos Deputados deve concentrar esforços, na próxima semana, na votação das medidas de contenção de despesas propostas pelo governo federal. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (23) pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que também afirmou que a revisão das isenções tributárias será discutida em um segundo momento.
“Vamos avançar nas medidas de corte de gastos. A questão das isenções ficará mais para frente”, declarou Motta após reunião com líderes partidários, sem indicar data para a votação em plenário.
O movimento faz parte da estratégia do governo para recompor o orçamento de 2026, após sucessivas derrotas no Congresso em tentativas de elevar a arrecadação. No início do mês, uma medida provisória que previa o aumento de receitas perdeu a validade, frustrando os planos da equipe econômica de compensar a redução do IOF.
Diante do impasse, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiram dividir o pacote fiscal em três frentes: corte de gastos, revisão das isenções e aumento da tributação sobre apostas, fintechs e juros sobre capital próprio.
Haddad afirmou recentemente que há maior consenso entre os parlamentares em torno das medidas de economia, estimadas em R$ 15 bilhões, enquanto as propostas de ampliação da arrecadação, que poderiam gerar até R$ 20 bilhões, ainda enfrentam forte resistência política.
Com a decisão de avançar primeiro no corte de despesas, o governo tenta mostrar compromisso com o ajuste fiscal, ao mesmo tempo em que busca construir apoio para as próximas etapas do pacote econômico.