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Os Correios anunciaram nesta quarta-feira (15) que estão em negociação com bancos para obter um empréstimo de R$ 20 bilhões, em uma tentativa de recuperar o caixa e reequilibrar as contas da estatal, que enfrenta uma das piores crises financeiras de sua história.
O presidente da empresa, Emmanoel Schmidt Rondon, no cargo há menos de um mês, afirmou que o acordo ainda está em fase de negociação. Segundo ele, a prioridade é restabelecer a liquidez e garantir o pagamento do Plano de Demissão Voluntária (PDV), além de normalizar repasses e contratos suspensos.
A estatal acumula 12 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2025, registrou déficit de R$ 4,3 bilhões, mais que o triplo do prejuízo no mesmo período do ano anterior. Desde 2023, os Correios já consumiram quase todo o dinheiro em caixa, o que levou à paralisação de transportadoras, atraso de repasses a agências conveniadas e ao plano de saúde dos funcionários.
Rondon destacou que o plano de recuperação inclui corte de despesas, venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos e diversificação das fontes de receita. Um novo PDV será aberto para reduzir custos com pessoal.
Com o empréstimo bilionário, a empresa pretende aliviar o caixa entre 2025 e 2026 e garantir fôlego para investimentos em modernização e novos produtos, incluindo o lançamento de um marketplace próprio ainda neste ano.