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Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador do Piauí ainda no primeiro turno e, nesta quinta-feira (29), começou a anunciar os nomes que vão compor sua equipe no segundo mandato. No entanto, o que tem chamado a atenção nacional não é a política local, e sim o fato de que seu nome é um dos mais cotados para assumir o Ministério da Fazenda — a pasta mais importante do governo federal quando o assunto é economia, impostos e o dinheiro que afeta o bolso de todos os brasileiros.
O motivo pelo qual Fonteles está na mira de Brasília é sua experiência na área de finanças públicas. Antes de ser governador, ele presidiu o Comsefaz, um grupo que reúne os secretários de finanças de todos os estados do país. Essa trajetória o transformou em uma referência nacional em gestão econômica, credenciando-o como um dos favoritos do presidente Lula para substituir o atual ministro da Fazenda.
Apesar dos rumores, Fonteles segue agindo como qualquer governador reeleito: cuidando da casa. Na quinta-feira, ele confirmou a permanência de Antônio Luiz na Secretaria de Segurança Pública e de Dirceu Campelo na Secretaria de Saúde do Piauí, sinalizando que pretende manter a estabilidade em áreas essenciais do governo estadual enquanto a situação em Brasília não se define.
Enquanto isso, o mercado financeiro — formado por bancos, investidores e grandes empresas — já tenta se aproximar do governador. Segundo a colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles, representantes de associações empresariais procuraram aliados de Fonteles para tentar agendar reuniões, na tentativa de entender quais seriam suas prioridades caso ele assuma o comando da economia do país.
A estratégia de Fonteles, porém, é a discrição. Ele evita falar publicamente sobre o ministério para não gerar especulação desnecessária e nem criar atritos com a equipe econômica que ainda está no cargo em Brasília. A ideia é deixar as negociações acontecerem nos bastidores, sem alarde, enquanto ele cumpre suas obrigações como governador.
Nos próximos dias, a expectativa é que o presidente Lula defina quem vai comandar a Fazenda. Se Fonteles for o escolhido, o vice-governador assume o Piauí e ele se muda para Brasília. Se o convite não vier, ele segue normalmente à frente do estado por mais quatro anos. De qualquer forma, o governador piauiense já conquistou um lugar de destaque no cenário político nacional — algo raro para um líder que, até pouco tempo, era conhecido quase exclusivamente dentro das fronteiras do seu próprio estado.