Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Senador Flávio Bolsonaro deixa o país com passaporte italiano e desembarca na Flórida dois dias após derrota para Lula - Blog do Irmão Francisco


No comando: THE GOSPEL VIBE

Das 07:00 às

No comando: MELODIA DA ALMA

Das 08:00 às

No comando: LOUVOR ARRETADO

Das 09:00 às

No comando: Irmão_Cast

Das 12:00 às 13:00

No comando: CONEXÃO CELESTIAL

Das 14:00 às

No comando: PONTO FINAL

Das 18:00 às 19:00

No comando: ENTRE HINOS E LOUVORES

Das 19:00 às

Senador Flávio Bolsonaro deixa o país com passaporte italiano e desembarca na Flórida dois dias após derrota para Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil na tarde desta terça-feira (27) com destino aos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas, em uma fuga organizada de última hora para escapar do cerco judicial que se fechava sobre ele. A saída do ex-candidato à Presidência da República ocorre menos de 48 horas após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar o recolhimento de seus passaportes brasileiro e italiano no âmbito das investigações por suposta lavagem de dinheiro nos casos do Banco Master e de desvios no INSS. Aliados do senador confirmaram que ele pretende protocolar um pedido formal de asilo político junto ao governo de Donald Trump assim que desembarcar na Flórida, alegando perseguição judicial no Brasil.

A logística da fuga foi montada em poucas horas por um círculo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos para evitar vazamentos que pudessem frustrar a operação. Aos contatos no Brasil coube operacionalizar o deslocamento de Flávio até o ponto de embarque, enquanto aliados nos EUA garantiram as condições para sua entrada em território americano. A previsão é de que o senador desembarque na Flórida ainda na terça-feira, onde deve ser recebido por bolsonaristas radicados no estado, incluindo o irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que vive nos EUA desde o ano passado após condenação pelo STF e que deve encontrá-lo na quarta-feira (28).

A fuga só foi possível porque, embora a Polícia Federal tenha cancelado o passaporte brasileiro de Flávio nesta terça-feira após o descumprimento da ordem de Moraes, o documento italiano do senador — que possui cidadania do país europeu — permaneceu válido e foi utilizado para a saída do país. O caminho exato percorrido é cercado de incertezas: a versão dos aliados indica que Flávio saiu pela Argentina, mas não pelo aeroporto de Puerto Iguazú, onde um jato executivo com seu nome na lista de passageiros não decolou, o que teria sido um despiste deliberado. O governo do presidente argentino Javier Milei, aliado dos Bolsonaros, informou não ter registro de entrada do político no país, levantando a hipótese de travessia clandestina ou de omissão oficial.

A decisão de fugir foi tomada na segunda-feira (26), horas após a ordem de Moraes para o recolhimento dos passaportes, e dois dias depois de Flávio perder a eleição presidencial para Lula no segundo turno. Embora não tenha reconhecido publicamente a derrota, o senador desistiu de protocolar ação pedindo a anulação do pleito com base no prolongamento do horário de votação, uma vez que apenas 0,03% dos votos foram registrados no período extra — número insuficiente para sustentar a tese juridicamente. A urgência da fuga se explica pelo fato de que, a partir de fevereiro de 2027, Flávio perderá o mandato de senador e, com ele, o foro privilegiado no STF, o que remeterá seus processos à primeira instância e acelerará o risco de prisão.

Nos Estados Unidos, a chegada de Flávio não deve gerar movimentação política significativa no curto prazo. O presidente Donald Trump, embora aliado histórico dos Bolsonaros, não endossou publicamente a candidatura de Flávio e, em declarações recentes, disse “gostar de Lula”, apesar dos atritos bilaterais. Trump fez uma menção rápida a supostas suspeitas de fraude na eleição brasileira — narrativa que costuma adotar para contestar sua própria derrota em 2020 —, mas não dedicou energia ao tema, focado nas eleições legislativas americanas da próxima semana. Figuras mais radicais da direita americana, como o ex-estrategista Steve Bannon, defendem o corte de relações com o Brasil, mas essa posição está longe de representar a política oficial de Washington.

A fuga de Flávio repete o roteiro ensaiado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que em 2024 passou dois dias refugiado na embaixada da Hungria em Brasília na tentativa de escapar da Justiça brasileira, e pelo irmão Eduardo, que deixou o país antes de ser preso pelo STF. Com o patriarca em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado e dois dos três filhos fora do Brasil, a família Bolsonaro enfrenta seu momento de maior isolamento político e judicial. A saída de Flávio abre um novo capítulo na crise brasileira, colocando em rota de colisão o Judiciário do Brasil e o governo dos Estados Unidos, em um cenário que pode ter desdobramentos diplomáticos e jurídicos imprevisíveis nos próximos meses.

Deixe seu comentário: