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Governador Brandão promove reforma e realoca dez gestores em novos cargos

O governo do Maranhão passou por uma nova rodada de mudanças. O governador Carlos Brandão (MDB) publicou no Diário Oficial de quarta-feira (7) um conjunto de 13 exonerações que reorganiza parte do seu secretariado. Para entender o que isso significa: exoneração é quando um gestor público é retirado do cargo que ocupa — diferente de demissão, não significa necessariamente que a pessoa saiu do governo. E foi exatamente isso que aconteceu: das 13 pessoas exoneradas, pelo menos 10 receberam novas funções em outros órgãos e secretarias. A maioria não saiu do governo — apenas mudou de posto.

As mudanças mais expressivas aconteceram no primeiro escalão do governo, em uma troca em cadeia. Alberto Bastos saiu da Semag — secretaria responsável por monitorar as ações do governo — e assumiu a Secid (Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano), uma das pastas mais estratégicas da gestão, que cuida do planejamento e desenvolvimento das cidades maranhenses. O posto deixado por Bastos na Semag foi ocupado por Márcio Machado, que por sua vez saiu da Secretaria de Governo (Segov).

O lugar de Machado na Segov foi assumido por Jeonys Caldas, que vinha comandando a Secretaria de Agricultura Familiar (Saf) — pasta que apoia pequenos agricultores e produtores rurais do estado. Para cobrir a ausência de Caldas na Saf, o adjunto da pasta, Joaquim Nalasco, foi designado para responder cumulativamente pela secretaria — ou seja, passou a acumular as funções de titular e adjunto ao mesmo tempo, sem que um novo nome fosse nomeado para o cargo.

Na Secretaria de Articulação Política (Secap), responsável pela articulação entre o governo e os diferentes grupos políticos, as mudanças foram feitas de forma invertida entre dois servidores. Lycia Waquim, que era subsecretária, foi promovida ao cargo de secretária titular da pasta. Já Emanuel Oliveira fez o caminho contrário: saiu da titularidade e passou para a subsecretaria — uma troca de posições entre os dois gestores.

Na Agerp — Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural, que apoia agricultores com pesquisa e assistência técnica no campo —, Sandro Tavares assumiu a presidência do órgão, enquanto Angela Silva foi realocada para a diretoria que ele ocupava anteriormente. As mudanças também alcançaram cargos da Secretaria de Governo, do Instituto de Previdência do Estado (Iprev) e da Secretaria de Administração, sem que todos os detalhes dos remanejamentos nesses órgãos tenham sido divulgados.

Um caso que chamou atenção foi o de Everuzia Coimbra, exonerada da vice-presidência da Agem — a Agência Executiva Metropolitana, responsável pela gestão da região metropolitana de São Luís — sem que um substituto fosse anunciado, deixando o cargo vago por enquanto. Esse tipo de reorganização é comum em governos estaduais e costuma refletir mudanças nas prioridades da gestão ou ajustes políticos entre aliados. Com essa reforma, o governador Carlos Brandão sinaliza novos focos para a administração estadual nos próximos meses.

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