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Após meses de distanciamento político, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta sexta-feira (14) que três propostas prioritárias do governo federal voltaram a tramitar no Senado. As pautas estavam paradas desde o início do ano, quando Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) romperam relações após desentendimentos políticos.
As três propostas desbloqueadas são a PEC do fim da escala 6×1 — que quer acabar com a jornada de seis dias de trabalho para um de folga —, a PEC da Segurança Pública — que amplia o papel do governo federal no combate ao crime e pode levar à criação de um Ministério da Segurança — e o projeto de lei sobre minerais críticos e terras raras, que regulamenta a exploração de minerais estratégicos no Brasil.
O rompimento entre os dois havia ocorrido após Alcolumbre articular a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF. Com o distanciamento, o presidente do Senado segurou as pautas de interesse do governo, travando a agenda legislativa. Apenas nesta semana, os dois se reuniram três vezes, sinalizando a retomada do diálogo.
Enviar as propostas para as comissões significa que elas começam a ser analisadas formalmente pelo Senado. As PECs foram encaminhadas para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde serão debatidas antes de ir a votação no plenário.
Apesar do avanço, a avaliação no Senado é de que essas propostas dificilmente serão votadas antes das eleições. O Congresso terá apenas mais uma semana de esforço concentrado em setembro, o que limita o tempo disponível para análise e aprovação de temas tão complexos.
Além das PECs, o governo também quer aprovar a MP que acabou com a taxa das blusinhas, imposto sobre compras internacionais de até US$ 50. O ministro das Relações Institucionais confirmou ainda que Alcolumbre apoiará a chapa petista nas eleições de 2026, reforçando a reaproximação política entre os dois lados.