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O Ideb 2025 revelou que o Maranhão ainda enfrenta desafios significativos na qualidade da educação pública. O estado figura entre as unidades federativas que estão no nível 2 de aprendizado — o nível mais básico — tanto em português quanto em matemática, o que significa que os estudantes maranhenses ainda têm dificuldades com habilidades consideradas essenciais.
Em português, os alunos do Maranhão no nível 2 têm dificuldade para interpretar textos mais complexos, como artigos de opinião e relatórios técnicos, identificar o tema central de textos literários e comparar opiniões diferentes em textos distintos. Essas são habilidades esperadas para estudantes do ensino médio e que ainda não foram consolidadas na maioria dos alunos do estado.
Em matemática, a situação é parecida. Os estudantes conseguem realizar tarefas básicas, mas têm dificuldades para resolver problemas de proporcionalidade, calcular percentuais de aumento ou desconto e analisar gráficos de funções mais complexas — conhecimentos fundamentais para o dia a dia e para o mercado de trabalho.
No cenário nacional, o Paraná liderou o ranking em todas as etapas de ensino, enquanto estados como Piauí, Rio Grande do Sul e Goiás avançaram para o nível 3, demonstrando que é possível melhorar com políticas educacionais consistentes e investimento na formação de professores.
O índice nacional mostrou avanços nos anos iniciais do ensino fundamental, com a nota subindo de 5,7 para 6,1, superando a meta estabelecida. No ensino médio, porém, o crescimento foi mais tímido, passando de 4,1 para 4,3, ainda distante da meta de 5,2 fixada pelo governo.
Para o Maranhão sair do nível básico e avançar nos próximos resultados do Ideb, especialistas apontam que é necessário investir em recuperação de aprendizagem, qualificação de professores e políticas educacionais que garantam não apenas a aprovação dos alunos, mas o aprendizado real dentro e fora da sala de aula.