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O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27) o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à Presidência da República. O anúncio foi feito em Brasília após convenção nacional da legenda realizada virtualmente, com a presença do presidente do partido, Eduardo Ribeiro.
No primeiro pronunciamento como candidato oficial, Zema fez críticas duras ao presidente Lula, ao PT e ao STF. Ele afirmou que o setor público brasileiro precisa de melhores exemplos e disse que o país não aguenta mais quatro anos de PT no poder. O candidato também revelou ser alvo de um processo movido pelo ministro Gilmar Mendes.
Na área da segurança pública, Zema prometeu classificar facções criminosas como organizações terroristas e construir um superpresídio em área remota da Amazônia para concentrar líderes do crime organizado, que ficariam presos por pelo menos 25 anos.
Em relação ao STF, o candidato propôs estabelecer idade mínima de 60 anos para indicação de ministros, adotar lista tríplice na escolha dos nomes e acabar com decisões individuais de ministros em temas já analisados pelo Congresso.
Na economia, Zema defendeu a ampliação das privatizações de estatais, a redução da burocracia para empreendedores e a revisão do sistema de emendas parlamentares, que classificou como um problema para o país.
Zema chegou à convenção sem definir o nome do vice. Ele afirmou que a escolha será feita até o dia 5 de agosto e que o indicado precisará ter ficha limpa. Entre os cotados estão o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa e o empresário Geraldo Rufino, que desistiu da vaga para disputar o Senado.