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O presidente Lula participou nesta terça-feira (30) da 68ª Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, e aproveitou o palco internacional para anunciar que vai disputar a reeleição em outubro. Segundo ele, a candidatura é necessária para “garantir que o Brasil continue sendo um país democrático”, diante de ameaças à democracia no mundo e no próprio país.
Durante o discurso, Lula defendeu que o Mercosul funcione acima das diferenças ideológicas entre os governos. “O bloco não pode mudar a cada eleição”, afirmou, pedindo que os países consolidem as instituições do Mercosul para que ele siga firme independentemente de quem seja eleito em cada nação.
Sem citar diretamente o avanço de governos de direita na região, o presidente declarou que “ninguém é dono da América do Sul” e classificou o Mercosul como a melhor alternativa institucional para manter a integração em um cenário político polarizado.
Entre as propostas apresentadas, Lula sugeriu que o modelo do PIX sirva de base para criar um sistema comum de pagamentos no bloco, além de propor o compartilhamento de experiências em inteligência artificial entre os países membros.
Os líderes presentes fizeram um minuto de silêncio pelas vítimas dos terremotos na Venezuela, que já deixaram mais de 1.700 mortos. Lula propôs a criação de um fundo regional para enfrentar desastres naturais e financiar a adaptação climática na América do Sul.
A cúpula contou com a presença dos presidentes do Paraguai, Uruguai, Chile e Equador. O presidente da Argentina, Javier Milei, adversário político de Lula e aliado de Flávio Bolsonaro, não compareceu e enviou o chanceler como representante.