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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro explicar por que o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa durante o cumprimento de prisão domiciliar. O caso veio à tona após uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal na noite de segunda-feira (15).
Durante a abordagem, policiais pararam um veículo oficial conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, servidor que trabalha na segurança de Bolsonaro. No interior do carro, foi encontrada uma pistola Glock 9mm sem a documentação necessária.
O motorista afirmou inicialmente que a arma estava registrada em sua carteira funcional, mas não apresentou os documentos. Depois, admitiu que a pistola pertencia a Bolsonaro e que estava sendo levada para conserto, com previsão de devolução no dia seguinte.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em regime domiciliar desde março, após ser autorizado por Moraes a cumprir a pena em casa por 90 dias devido a um problema de saúde.
No despacho, Moraes quer saber por que o ex-presidente mantinha a arma em casa com carregador reserva, por que solicitou o conserto próximo ao fim do prazo do benefício e se os veículos que saem da residência estão sendo devidamente revistados.
A Polícia Militar informou que o motorista foi encaminhado à delegacia por não portar a documentação. Já o GSI esclareceu que não é responsável pela segurança de ex-presidentes, afirmando que os servidores são escolhidos pelo próprio Bolsonaro.